Na Chapada do Araripe

Cheguei, no início da tarde, em Araripina, onde faço logo mais, às 19 horas, palestra no Centro de Tecnologia do Araripe, como parte da quarta etapa do seminário “Revolução digital”. Vim de avião até Juazeiro do Norte (CE) e de lá, de carro, subi a Chapada do Araripe, um dos lugares mais deslumbrantes do semiárido nordestino.


Trata-se de um oásis. O subsolo, situado entre os Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, é extremamente rico em água. As espécies de vegetação que vivem próximas são abundantes. Entre a flora, os visgueiros, a faveira e o pequi.

As extensas regiões ao redor da chapada estão abaixo dos 400 metros de altitude, apresentando vegetação típica da caatinga. De Juazeiro até Araripina, percorremos pouco mais de 120 quilômetros, um retão de encher os olhos.


No caminho, entre as espécies da caatinga, encontramos o mandacaru, a cabeça-de-frade e a famosa unha-de-gato. Num passado distante, esta região era submersa. Até alcançar a saída para Araripina, cruzamos a cidade do Crato. O município é formado por calcários laminados, com rochas ricas em fósseis de insetos e peixes.




A Chapada do Araripe é um extenso planalto com 160 quilômetros de comprimento em seu eixo principal (Leste-Oeste) e cerca de 50 quilômetros de largura na direção norte-sul. É um impressionante oásis no meio do Sertão.

Com as suas dezenas de nascentes perenes, a chapada alimenta todos os que escolheram ali viver. Com o aproveitamento dessas águas sugiram parques aquáticos, com água de nascente, considerada mineral. São águas naturais hipotermais, águas que se enquadram em tipos definidos de águas medicinais, recomendada a banhos e a ingestão na própria fonte, como balneoterapia.

Com 1,5 milhão de habitantes espalhados pelos quatro estados que fazem fronteira com a Chapada do Araripe, a região do Chapadão tem a maior densidade populacional do interior do Nordeste. As cidades de Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte, situadas ao Norte da chapada, são as três maiores da região. E Araripina, a maior de Pernambuco.

 Por Magno Martins / Blog Dante Arruda

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